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Projeto de Resolução que dará Medalha de Honra “Anísio Galvão” a rendeira Dona Odete Maciel

Em um Discurso que enaltecia a nossa Cultura e a nossa querida rendeira Dona Odete Maciel, o Vereador Carlos Edvaldo de Mendonça pediu aprovação do Projeto de Resolução (de sua autoria) para que toda a Câmara Municipal possa prestigiar com a Medalha de Honra a esta Rendeira Renomada que faz parte da História da Renascença de Pesqueira-PE (Um dos principais Artesanatos da nossa Cidade e que é conhecido internacionalmente)

 

Na suas palavras o vereador explicou que Dona Odete é uma das principais precursoras na Arte da Renascença e que  agora, aos 91 anos, está sendo reconhecida e Homenageada com Mestra Odete Maciel e recebendo o  Prêmios de Culturas Populares Edição Selma do Coco do Ministério da Cultura, atual Ministério da Cidadania  da Secretaria Especial da Cultura. 

 

Graças a o Empenho e Coordenação  da também famosa pesquisadora, fotógrafa, designer, é autora do livro Lagarta Richelieu, 2013, [premiado] sobre o universo da Renda Renascença, a Srª Lenice Queiroga.

 

 A Lenice Queiroga vem divulgando os artistas populares, ressaltando a importância e singularidade deles através da curadoria em editais de cultura popular  e difusão no seu Site Vernacular Renascença.

 

 

 

Breve historia de Odete Cavalcanti Maciel

 

Odete Cavalcanti Maciel nasceu no dia primeiro de fevereiro de 1928, em Poção, município do Agreste Central pernambucano, berço da renda renascença no Brasil. É uma das pioneiras dessa delicada técnica artesanal, de origem europeia, e que chegou ao país, ainda no período colonial, através das freiras católicas. São mais de 70 anos dedicados à arte de tecer em linha de algodão e agulha um dos mais significativos bens culturais do Estado, hoje exportado para todo o mundo. “Fui a segunda professora em Poção e tenho na memória, com muito carinho, a história da renascença”, assegura a mestra-artesã, que ao longo de décadas repassou o saber da refinada arte para mais de cinco mil pessoas. Odete era criança quando começou a trabalhar com a renascença. Foi a mais nova das oito jovens que se iniciaram como alunas de Elza Medeiros, a Lala, que aprendeu com Maria Pastora, moradora de Poção que trabalhava no Convento e Educandário Santa Tereza, em Olinda, que pela convivência com as freiras, teve acesso ao saber até então recluso aos conventos. Nos anos de 1930, Lala não atendeu ao pedido de Maria Pastora de manter para si o conhecimento do bordado, fato que permitiu a transmissão da técnica e popularização da renda para o Nordeste.

O primeiro grupo de artesãs da renascença surgiu em Poção a partir de uma orientação dada por Áurea Jatobá, moradora de Pesqueira, a qual Elza Medeiros mostrou uma peça trabalhada. “Dona Áurea mandou Lala arranjar pessoas para aprender a fazer renascença que ela assegurava o material necessário e a freguesia. Foi assim que começamos em Poção, em uma casa que só tinha uma janela e uma porta sempre mantidas fechadas. Trabalhávamos das 6h às 18h, de segunda-feira a sábado. Não podíamos levar trabalho para casa e nem comentar o que fazíamos lá dentro com ninguém. Tudo era feito em segredo”, recorda. 

Durante anos as primeiras rendeiras e empreendedoras de Poção mantiveram a produção da renascença. Com a saída de Lala - que deixou a cidade com o namorado - Odete assume os negócios e amplia o número de alunas. “A gente se mudou para um salão e abri as portas para quem quisesse aprender. Cheguei a ter 40 alunas vindas, inclusive, da Paraíba. Era um trabalho difícil, feito à luz de candeeiro quando as luzes da cidade se apagavam, às 22h. O rosto da gente ficava preto com a fuligem e tínhamos que ter sempre ao lado uma bacia com água e limão para lavarmos as mãos por causa do suor”, recorda. No ano de 1955, aos 27 anos de idade, Odete se casa e vai morar em Pesqueira, município vizinho, distante 41 quilômetros de Poção. Lá, mantém suas criações e a formação de novas artesãs. Torna-se professora da Prefeitura e por 25 anos ininterruptos ensina a técnica que mudou o perfil econômico das duas cidades do Agreste. 

Hoje, prestes a completar 90 anos, Odete mantém uma rotina de vida em que a renascença continua a preencher as horas dos seus dias. Uma sutil relação com o tempo tecida com apuro técnico, concentração, paciência e muita doação. Jamais se imaginou longe das agulhas, linhas e lacê - delicada fita de algodão por onde passam os pontos (mais de cem diferentes) que fazem surgir as peças. “Vou até à noite fazendo renda e até sonho com os desenhos, às vezes. Quando a gente começa a fazer renascença, tira tudo de ruim da cabeça. Apesar de ser um trabalho difícil, que exige muito de quem faz, e que não tem reconhecido o valor que merece, é um trabalho importante tanto que deixo de ir às festas para ficar em casa. Vou continuar a trabalhar até quando Deus quiser”, assegura.

 

 

 

 

 

 

Fonte da historia: Rozziane Fernandes l Fotos: César de Almeida http://www.artesanatodepernambuco.pe.gov.br/pt-BR/mestres/dona-odete/mestre

 

Fonte da noticia: Francisco Mendes Galindo - pesqueirafuxico.com, https://pesqueira-emfoco.com/2019/03/27/valorizando-a-nossa-gente-e-a-nossa-cultura-o-vereador-vava-cria-projeto-de-resolucao-que-dara-medalha-de-honra-anisio-galvao-a-uma-famosa-e-querida-mestre-pesqueirenses/

 



Postada em 12 de Abril 2019

 

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